Licitação de 2015: além do serviço funerário, empresa responde pela manutenção dos 2 cemitérios da cidade

Em 2015, a Empresa Funerária Saltense participou da licitação 08/2015, para a concessão do serviço funerário e manutenção dos cemitérios da Saudade e do Éden.

A licitação foi vencida e, desde então, além de responder pelo serviço funerário em Salto, a Empresa Funerária Saltense responde pela manutenção dos dois cemitérios como segurança, manutenção, limpeza, higienização, dedetização, organização do espaço público, dentre outros.

Quem hoje visita os cemitérios de Salto encontra limpeza, organização, segurança e tranqüilidade.

A história dos sepultamentos e dos cemitérios de Salto

Falar dos cemitérios de Salto é falar da própria história da cidade. Segundo artigo do professor Elton Zanoni, no final da década de 1920, quando foi iniciada a construção da nova Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrat, após à capela anterior, destruída em um incêndio, se descobriu ossadas no terreno. Era o indício de que algumas pessoas ligadas ao culto católico tinham sido sepultadas junto às paredes de taipa da primitiva capela.

O autor diz que em 1887 a cidade já discutia ter um cemitério. Nessa época uma epidemia de varíola matava muito no Estado. Em Salto, o industrial Barros Júnior, grande benemérito saltense, construiu 3 hospitais de isolamento das vítimas da varíola, em diferentes pontos da cidade. Elton diz que as vítimas fatais do contagioso “mal das bexigas” eram enterradas próximas a esses locais de isolamento, dada a pressa em sepultá-las.

Um desses locais era no Bairro da Estação, na margem esquerda do rio Jundiaí, para além dos trilhos da Companhia Ytuana de Estradas de Ferro. Outro ficava no atual Jardim Três Marias, nas proximidades da sede da Guarda Municipal, na margem direita do rio Tietê – que naquela época era uma região de mata densa e bastante afastada do núcleo urbano. O terceiro – existente até o início do século XX – estava no terreno hoje circundado pelas ruas 9 de Julho, Rio Branco, Benjamin Constant e Rodrigues Alves. Sendo o maior deles, nessa área também se encontrava a capela de Santa Cruz.

O autor diz que até o fim do século XIX, quem morria em Salto era enterrado em Itu. “No ano de 1890, meses após Salto ser elevada a vila independente, teve início uma campanha junto à população para a construção de um cemitério no terreno doado por Antônio da Silva Teixeira. Esse terreno corresponde hoje à área ocupada pela Praça XV de Novembro e pela Escola Estadual Professor Cláudio Ribeiro da Silva. Tal cemitério (chamado de Velho ou da Vila Teixeira) existiu até 1958, embora os sepultamentos nele estivessem proibidos desde junho de 1952”.

O cemitério da Vila Teixeira em desenho de Gileno do Carmo, com os portões voltados para a atual Av. Dom Pedro II. Jornal Taperá, 10/10/1998.

Ainda Elton diz que em seus anos, ocorreu o processo de trasladação das antigas sepulturas para o atual Cemitério da Saudade (então chamado de Novo ou da Vila Nova), existente desde 1903 e que, em 1954, foi ampliado com a incorporação de terrenos adjacentes.

Portanto, durante quase 50 anos Salto conviveu com dois locais de sepultamento de seus mortos: os cemitérios da Vila Teixeira e da Vila Nova. Extinto o primeiro, apenas a partir de 1990, com a instalação do cemitério denominado Jardim do Éden, no Jardim Celani, Salto voltaria a ter um segundo campo santo.

(FONTE: Elton Zanoni – artigo disponível em http://historiasalto.blogspot.com/2009/05/historia-dos-cemiterios-de-salto.html)

Reprodução internet

Mapa mostrando a cidade em 1889, onde ocupava apenas área até a atual Av. D. Pedro II e mostrava direção do cemitério e do hospital para as vítimas da varíola

Servindo à cidade desde o final do século XIX e, oficialmente, desde a década de 1950, o Cemitério da Saudade
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